— Ele nunca viajou. Era só uma desculpa para ganhar tempo.
Em vinte minutos estaria de volta. Não para conferir. Mas para terminar o que começou.
Preparar-se para sobreviver
Lucas revelou um esconderijo: ferramentas, spray de pimenta caseiro e um taser que havia pegado meses antes.
— Se ele chegar perto, não pense duas vezes.
Ficamos fora do alcance da câmera e deixamos a cadeira virada como isca. Esperamos.
O confronto
Ricardo entrou sem fazer barulho, sem fingimentos. Trazia uma barra de ferro.
Usei o taser. A descarga o desequilibrou, mas ele reagiu, me derrubou e tentou me sufocar.
Lucas o atingiu com o spray. Corremos para o andar de cima.
O fogo
Trancamos o quarto. Ricardo ateou fogo no térreo para nos forçar a sair.
Havia um revólver antigo no cofre. Peguei.
Lucas organizou cobertores molhados e me orientou com clareza.
Lá embaixo, Ricardo esperava com uma faca.
O lustre
Lucas conhecia cada detalhe daquela casa. Anos observando em silêncio.
Ele viu o lustre e forçou o suporte até soltar.
O lustre caiu, a escada cedeu e Ricardo caiu no fogo.
O resgate
Ainda presos, ouvimos um vidro quebrar na varanda dos fundos.
Um policial entrou mostrando o distintivo.
— Polícia judiciária. Recebemos as provas há poucos minutos.
Entraram pelos fundos porque o portão estava trancado e o fogo bloqueava a entrada principal.
Fomos resgatados pelos bombeiros.
O desfecho final
Ferido e em delírio, Ricardo confessou tudo.