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Minha mãe encontrou isso na gaveta do meu pai… Será que é aquilo que eu sempre temi?

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A curiosidade venceu o medo silencioso com o qual ela havia aprendido a conviver.

No dia anterior, ela havia revistado o escritório dele.

Não havia documentos. Nem dinheiro. Nada que explicasse para onde ele tinha ido ou por que se tornara tão distante. Apenas o mesmo objeto, cuidadosamente embrulhado e colocado onde normalmente se guardam coisas importantes.

Essa ausência — de explicações, de normalidade — a incomodava mais do que o próprio objeto.

Quando finalmente a tirou da gaveta, percebeu o quão estranha era.

A peça tinha quase trinta centímetros de altura, era lisa ao toque e sua superfície era gravada com padrões intrincados e repetitivos que não pareciam tanto decorativos, mas sim intencionais. No topo, havia projeções finas e articuladas — como antenas ou membros articulados — dispostas com uma precisão perturbadora.

Não se parecia com nada que me fosse familiar.

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