Sua irmã garantiu que a verdade não desaparecesse. Você garantiu que ela não fosse ignorada.
Saímos. O sol brilhava mais forte do que no dia da batida policial. Mais quente do que no dia do funeral. Parei nos degraus do tribunal e deixei o ar ao meu redor se acalmar.
Sem triunfo.
Sem catarse.
Apenas respirando calmamente de novo, sem aquela pressão nas minhas costelas.
O sistema havia sido movido.
A verdade tinha voz.
E as pessoas que contavam com o silêncio receberam o oposto.
Minha irmã deixou um rastro.
Eu segui o fluxo.
E nada disso me pareceu vingança.
Era como se ela estivesse terminando o que havia começado, com a mesma clareza que manteve até seu último suspiro.