Porque às vezes... não conseguimos resolver tudo.
Seu olhar se desviou para as crianças.
Mas podemos impedir que pessoas inocentes sejam destruídas.
O silêncio voltou a reinar na sala.
Mas desta vez não foi sufocante.
Estava... silencioso.
Alguns meses depois, a casa parecia ter voltado aos velhos tempos.
Não é como antes.
Mas sério.
Honestamente.
Havia móveis de segunda mão, descombinados, mas ainda assim aconchegantes. As paredes foram se enchendo lentamente de novas lembranças: desenhos, fotos, momentos que eram só deles.
Ela conseguiu um emprego.
Não foi fácil. Não foi perfeito.
Mas era dela.
As crianças começaram a rir novamente.
Não constantemente, mas o suficiente para lembrá-la de que a cura estava acontecendo.
E ela…
Ela não era mais a mesma mulher que estivera parada naquela porta meses atrás.
Ela era mais forte.
Mais claro.
Ela estava mais centrada do que nunca.