Enquanto o trem chacoalhava, Claire tentou acalmar seus pensamentos. " Não seja paranoica", disse a si mesma. Mas a sensação não desaparecia. Suas mãos apertaram a bolsa com mais força.
Quando anunciaram a próxima parada, ela tomou uma decisão rápida. Embora não fosse a sua estação, ela desceria mais cedo. Algo em seu instinto lhe dizia que era mais seguro assim.
Ela juntou seus pertences rapidamente, quase rápido demais, como se o homem fosse notar sua repentina urgência. Levantando-se, dirigiu-se para a porta. Pouco antes de sair, o instinto a fez olhar para trás.
O homem ainda a observava.
Seu pulso acelerou quando as portas se fecharam atrás dela. O trem partiu, levando-o consigo à distância. Ela expirou, um suspiro trêmulo de alívio e confusão. O que acabara de acontecer? Estaria ela imaginando perigo onde não havia nenhum?
Ela decidiu esperar o próximo trem. Talvez a viagem fosse mais tranquila, talvez o mal-estar diminuísse.
Mas o destino tinha outros planos.
A ligação telefônica
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Poucos minutos depois, o telefone dela tocou. Era o marido, Mark. Sua voz, geralmente firme, estava urgente. "Você estava no trem agora mesmo?"
"Sim", respondeu Claire, surpresa com a intensidade em seu tom de voz. "Por quê?"
Mark não hesitou. “Volte para a estação – agora mesmo! Você tem que voltar!”