Quando os filhos gêmeos de Rachel voltam para casa do programa universitário e dizem que nunca mais querem vê-la, tudo o que ela sacrificou é posto em causa. Mas a verdade sobre o reaparecimento repentino do pai deles força Rachel a tomar uma decisão: proteger seu passado ou lutar pelo futuro de sua família.
Quando engravidei aos 17 anos, a primeira coisa que senti não foi medo. Foi vergonha.
Não foi por causa dos bebês — eu já os amava antes mesmo de saber seus nomes — mas porque eu já estava aprendendo a me diminuir.
Eu estava aprendendo a ocupar menos espaço nos corredores e salas de aula, e a esconder minha barriga atrás das bandejas do refeitório. Estava aprendendo a sorrir enquanto meu corpo mudava, e as garotas ao meu redor compravam vestidos de formatura e beijavam garotos de pele perfeita e sem planos.

Uma mulher segurando um teste de gravidez | Fonte: Pexels
Enquanto eles postavam sobre o baile de boas-vindas, eu estava aprendendo a não comer biscoitos de água e sal durante a terceira aula. Enquanto eles se preocupavam com as inscrições para a faculdade, eu via meus tornozelos incharem e me perguntava se ainda conseguiria me formar.
Meu mundo não era cheio de luzes de fadas e bailes formais; era só luvas de látex, formulários do WIC e ultrassonografias em salas de exame com pouca luz e o volume bem baixo.
Evan disse que me amava.

Uma mulher fazendo um ultrassom | Fonte: Pexels
Ele era o típico garoto prodígio: titular do time da escola, dentes perfeitos e um sorriso que fazia os professores perdoarem seus trabalhos atrasados. Ele costumava beijar meu pescoço entre as aulas e dizer que éramos almas gêmeas.