O Natal, descobrimos, sempre foi difícil para nós dois.
Perguntei sobre o homem da foto.
Ela riu. Era o primo.
O peso desapareceu naquele instante.
Perguntei se ela acreditava em uma segunda chance.
Ela sorriu.
E assim, recomeçamos.
Hoje caminhamos juntos aos sábados, conversamos sobre tudo e, às vezes, ela me pergunta se acredito que nos reencontramos.
E eu sempre respondo que nunca deixei de acreditar.
Na próxima primavera, vamos nos casar.
Uma cerimônia simples. Poucas pessoas. Ela de azul. Eu de cinza.
Porque algumas histórias não terminam — apenas aguardam o momento certo para continuar.