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Entrei em pânico quando abri a porta do quarto da minha filha adolescente. O que encontrei lá me surpreendeu enormemente.

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E o que eu vi literalmente me deixou sem fôlego: minha filha, sentada no chão com fones de ouvido, explicava com paixão fórmulas matemáticas para sua amiga, que estava completamente absorta em um caderno. Ao redor delas, um campo de batalha de post-its, marcadores de texto e um prato de biscoitos caseiros que permaneciam intocados.

Uma cena que coloca tudo em perspectiva.

Fiquei ali parada, sem palavras, aliviada e um pouco envergonhada. Minha filha olhou para mim com seus grandes olhos surpresos:
"Mamãe, você está bem?"

Murmurei "sim, sim, perfeito" antes de fechar a porta, vermelha como uma peônia.
E no corredor, caí na gargalhada. Primeiro uma risadinha nervosa, depois uma risada de alívio, quase de ternura.

Eu acabara de compreender algo essencial: nossos adolescentes nem sempre estão onde esperamos que estejam. Às vezes, eles nos surpreendem – e frequentemente para melhor.

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