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Eu vesti o vestido de noiva da minha falecida mãe depois que minha madrasta rasgou o meu – mas o que caiu do forro silenciou a sala inteira.

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"Estarei na suíte", gritei, pegando minhas coisas e indo em direção ao carro.

Meu pai se ofereceu para dirigir, mas Jess, minha melhor amiga desde os 12 anos, já tinha mandado uma mensagem:

"Estou aqui fora, noiva. Vamos tomar um chá de banana com matcha! Não desmaie."

***

Dez minutos depois, chegamos ao local. Jess enfiou uma banana e um matcha na minha mão. "Coma. Você precisa se lembrar dos seus votos, não desmaiar durante eles."

Nem mesmo a Brenda conseguiria estragar o dia, né?

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"Não desmaiei desde o baile de formatura", protestei.

Ela sorriu. "E você não começa hoje."

***

Dentro da suíte nupcial, Jess fez um penteado com bobes no meu cabelo. "Você vai me agradecer por isso quando vir as fotos depois."

Revirei os olhos, mas foi bom rir. Por dentro, eu estava magoada. Minha mãe deveria estar aqui.

"Você é uma ameaça, Jess."

Ela olhou para o celular. "Vamos dar uma caminhada antes da maquiagem, temos tempo. Você pode se acalmar agora."

"Não desmaiei desde o baile de formatura."

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Passeávamos pelo caminho do jardim, conversando sobre Rowan, minha mãe e o que eu faria se Brenda mencionasse o negócio novamente.

Quando voltamos, eu me sentia humana novamente. Mas assim que abri o zíper da capa do vestido, o ar sumiu do quarto. Meu vestido estava destruído. A seda estava rasgada, a renda, despedaçada. Alguém o havia cortado com uma precisão grotesca.

A saia estava aberta, irregular e arruinada.

Jess exclamou, boquiaberta: "Meu Deus, Callie, o que aconteceu?"

Minha boca estava seca. "Isso não foi um acidente. Alguém fez isso de propósito."

Meu vestido foi destruído.

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Jess se candidatou à organizadora de casamentos, à gerente, a qualquer uma.

O pânico zumbia nos meus ouvidos.

Ao me olhar no espelho, vi meu rosto empalidecer e me lembrei de como minha mãe costumava sussurrar antes das apresentações: "Você é mais forte do que imagina, minha Callie."

Fechei os olhos.

"Não desmorone", eu disse a mim mesma.

Ao me olhar no espelho, vi meu rosto empalidecer.

O ar parecia denso enquanto eu encarava o vestido arruinado.

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Ouvi passos e, em seguida, Jess voltou correndo para a suíte. Atrás dela vieram o gerente do local, Sr. Harris, e nossa cerimonialista, Tessa, que parecia prestes a desmaiar.

"Callie, sente-se", insistiu Jess, segurando meu cotovelo. "Vamos resolver isso."

O Sr. Harris olhou para o vestido destruído, com os olhos arregalados. "Sinto muito, eu... Alguém esteve aqui além de vocês dois?"

Balancei a cabeça negativamente. "Estava tudo bem antes de sairmos para aquele passeio. Eu mesma fechei o zíper."

"Alguém além de vocês dois esteve aqui?"

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Tessa torceu as mãos. "Talvez tenha sido um acidente, ou o vaporizador estivesse com defeito? Posso ligar para a boutique, talvez encontre uma costureira."

Lancei-lhe um olhar. "Não foi um acidente. Verifique as câmeras do lado de fora desta sala."

O Sr. Harris assentiu com a cabeça. "Vou acessar as imagens agora mesmo. O vestiário é um ponto cego, mas veremos quem entrou e quem saiu." Ele saiu para o corredor e começou a mexer no tablet.

Tessa pairou no ar. "Quer que eu ligue para o seu pai, Callie? Talvez ele possa ajudar —"

"Não foi um acidente. Verifiquem as câmeras do lado de fora desta sala."

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Balancei a cabeça negativamente. "Não. Por favor, não. Ainda não."

Um minuto depois, o Sr. Harris reapareceu, com o rosto pálido. Ele estendeu o tablet para mim. "Você deveria ver isso."

Apertei o play, com Jess debruçada sobre meu ombro.

Brenda apareceu na pequena tela, calma e ponderada. Observamos enquanto ela abria a capa do vestido e tirava uma tesoura da bolsa. Sem hesitar, cortou o tecido, alisou a capa e saiu como se nada tivesse acontecido.

Jess soltou um assobio baixo. "Ela é gelada como gelo."

"Você precisa ver isso."

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Tessa ficou boquiaberta. "Não acredito."

Endireitei as costas, sentindo a adrenalina tomar conta. "Cuidarei da Brenda depois da cerimônia. Por enquanto, preciso de outro vestido."

Uma lembrança que me veio à mente: o vestido de noiva da minha mãe, guardado em uma caixa no sótão por décadas.

"Venha comigo", eu disse.

Jess pegou suas sapatilhas e subimos correndo as escadas dos fundos, desviando da tia Lynn, que gritou: "Está tudo bem, meninas?"

"Só um probleminha com o figurino!" Jess respondeu.

"Por agora, preciso de outro vestido."

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***

O sótão estava quente, empoeirado e a luz do sol entrava por uma pequena janela. Afastamos caixas e malas velhas até que eu encontrei a caixa cor de marfim, pesada e lacrada com fita adesiva amarelada.

Jess limpou a poeira das mãos e sorriu. "Hora da verdade, Cal."

Desdobrei o papel de seda. O vestido da minha mãe brilhava, cetim cor de marfim, delicados bordados de miçangas captando a luz.

Jess apertou meu braço. "Experimente. Se servir, é o destino."

Eu vesti, ficou perfeito, como se fosse obra do destino, e Jess fechou o zíper.

"Se for para ser, é o destino."

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Pisquei para conter as lágrimas. "Vamos voltar antes que papai mande uma equipe de busca."

Saímos correndo pela porta. A volta foi um borrão; Jess ficava me espiando em todos os semáforos vermelhos.

"A Anna acabou de mandar uma mensagem", disse Jess, olhando para o celular. "Ela está esperando na suíte da noiva com alfinetes de segurança e spray de cabelo, e disse que vai ajudar com o que você precisar."

Anna era irmã de Rowan, e eu também passei a gostar muito dela.

A viagem de volta foi um borrão.

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***

Quando chegamos, Anna estava parada perto da porta, acenando com as duas mãos.

"Vamos! Temos que nos apressar se quisermos que você chegue a tempo!"

Entramos correndo, com os corações disparados. Anna sorriu, pegando um pincel de maquiagem. Elas trabalharam juntas: Jess cuidando da saia, Anna ajeitando meus cachos, ambas atentas a cada detalhe.

Quando finalmente parei em frente ao espelho, suspirei.

Jess apertou meu ombro. "Vamos aproveitar o seu momento."

"Vamos! Temos que nos apressar!"

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***

Meu pai estava andando de um lado para o outro na entrada. Seu rosto suavizou quando me viu com o vestido da minha mãe.

"Você é a cara dela, querida."

Meus olhos se encheram de lágrimas. "Acha que ela ficaria orgulhosa?"

"Ela já é. Vamos lá, vamos caminhar até o altar."

Os olhos de Rowan se arregalaram quando entrei.

"Uau!", ele murmurou, maravilhado.

Os convidados se viraram, sussurros percorrendo os bancos. Brenda empalideceu, agarrando-se à bolsa como se fosse sua tábua de salvação.

"Uau!"

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Papai apertou meu braço e me entregou para Rowan.

Rowan inclinou-se para a frente, sorrindo. "Eu me casaria com você até dentro de um saco de estopa. Mas isso é outra coisa."

Eu ri, e a tensão diminuiu. "Vamos nos casar antes que algo mais dê errado."

**

A cerimônia começou. Os votos de Rowan foram emocionantes. Eu gaguejei ao proferir os meus, com a voz embargada uma vez.

"Agora você é minha família, Rowan."

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