Meu pai era meu Super-Homem. Não porque ele pudesse voar ou levantar carros, mas porque ele estava presente todos os dias da minha vida. No dia seguinte ao funeral dele, um estranho bateu na minha porta e me disse que toda a minha vida tinha sido construída sobre uma mentira. Acontece que eu estava certo sobre a parte do herói... só que não do jeito que eu imaginava.
Meu pai, Kevin, era meu herói. Ele era o tipo de homem que fazia panquecas aos sábados. E não eram panquecas quaisquer. Ele as jogava para o alto e as pegava na frigideira, fingindo que ia errar só para me ouvir rir.
Quando éramos crianças, não tínhamos muito dinheiro, mas de alguma forma meu pai fazia nosso pequeno apartamento parecer um palácio.
Meu pai, Kevin, era meu herói.
Ele comparecia a tudo. Até mesmo às reuniões de pais e professores, onde se sentava naquelas cadeiras pequenas demais e assentia seriamente enquanto minha professora falava sobre minha lição de matemática.
Jogos de beisebol onde ele chegava direto do seu segundo turno, ainda de botas de trabalho, segurando uma garrafa térmica de café e torcendo mais alto do que qualquer outra pessoa nas arquibancadas.
Quando eu tinha sete anos, eu tinha pesadelos com monstros debaixo da minha cama.
Meu pai entrava às duas da manhã, sentava na beirada do meu colchão e fazia círculos nas minhas costas até eu parar de tremer.
Ele comparecia a tudo.
"Respire comigo, Brian", ele sussurrava. "Inspire e expire. Isso. Eu estou aqui com você, amigo."
Eu acreditei nele. Porque ele sempre acreditava.
Outras crianças tinham dois pais dividindo as tarefas, mas eu tinha um homem só fazendo o trabalho dos dois. Ele preparava meus lanches com bilhetinhos escondidos dentro:
"Estou orgulhosa de você. Você vai se sair muito bem hoje. Te amo, meu bem."