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Minha filha de oito anos insistia que sua cama parecia "muito apertada". Às 2 da manhã, a câmera finalmente me mostrou o porquê.

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Parte 2.
Encarei a tela do celular e tentei me convencer de que estava imaginando coisas. A imagem granulada em preto e branco da câmera noturna mostrava Mia, deitada de lado, seu pequeno corpo subindo e descendo a cada respiração. O quarto estava silencioso. O único movimento vinha do suave vai e vem da cortina junto à janela. Por um instante, o colchão parou de se mexer e tudo pareceu normal novamente.

Então ele se moveu novamente.

Não muito – apenas uma leve pressão vinda de baixo, como se alguém estivesse empurrando com o ombro ou o joelho. O colchão afundou um pouco sob as costas de Mia.

Meu coração começou a disparar.

"Mia..." sussurrei para mim mesma, mesmo sabendo que ela não podia me ouvir através da câmera.

O movimento repetiu-se, desta vez com mais intensidade. O colchão elevou-se ligeiramente no meio e depois afundou novamente.

Meu cérebro procurou desesperadamente por uma explicação lógica.

Talvez a moldura estivesse quebrada.

Talvez uma mola tenha quebrado.

Talvez o colchão novo não tenha sido instalado corretamente.

Mas nenhuma dessas possibilidades explicava o que aconteceu em seguida.

O cobertor subiu um pouco nas pernas de Mia. Como se algo estivesse pressionando por baixo.

"Mia", eu disse em voz alta, já de pé.

Peguei meu roupão e corri pelo corredor até o quarto dela, enquanto continuava assistindo às gravações da câmera no meu celular.

A porta estava fechada. O movimento no quarto havia cessado.

Abri a porta devagar. Mia ainda dormia. O colchão parecia completamente normal. Mas algo estava errado.

Agachei-me ao lado da cama e levantei ligeiramente o cobertor para verificar a superfície do colchão. Nada de anormal. O tecido parecia liso e uniforme.

Então me lembrei do ângulo da câmera. Ela não estava apontada diretamente para a parte superior do colchão.

Estava apontado para a lateral. Lentamente, meus olhos se moveram para a parte de baixo da estrutura da cama.

Então eu vi. O colchão não estava mais totalmente apoiado na estrutura da cama. Um dos cantos havia se deslocado para cima. Como se algo estivesse preso embaixo do colchão, entre as ripas de madeira.

'Mia', sussurrei.

Ela se mexeu um pouco.

'O que houve, mãe?'

Tentei manter a calma.

'Querida... alguém esteve no seu quarto ontem à noite?'

'Nee.'

Você ouviu alguma coisa?

Ela balançou a cabeça sonolenta. Deslizei minha mão por baixo da borda do colchão.

E senti algo que definitivamente não fazia parte da cama.