Essa mudança pode causar diarreia e inchaço nos primeiros dias, porém, esses efeitos costumam ser temporários.
Complicações mais sérias são incomuns, mas podem acontecer. Entre elas estão sangramento, vazamento de bile, lesões no ducto biliar, lesões no intestino e trombose venosa profunda. Por isso, o acompanhamento médico é essencial.
Alimentação recomendada no pós-operatório
A dieta tem papel importante na recuperação. Nos primeiros dias, recomenda-se consumir líquidos, gelatina e caldos leves.
A introdução de alimentos sólidos deve ser gradual, sempre em pequenas porções.
Com a melhora, o ideal é priorizar uma alimentação pobre em gorduras. Feijões, aveia, grãos integrais, legumes, frutas e laticínios sem gordura são boas escolhas.
Poucos dias após a cirurgia, já é possível incluir alimentos ricos em fibras. Alguns exemplos são ameixa seca, farelo de aveia, grão-de-bico, beterraba e quiabo.
Também ajudam os alimentos com fibras solúveis, como gérmen de trigo, leguminosas, cenoura, nozes, batata e espinafre.
Alimentos muito gordurosos devem ser evitados. Isso inclui banha, manteiga, gordura de bacon, salsichas, salame, produtos de padaria industrializados e carne suína.
Doces em excesso e bebidas com cafeína também não são recomendados.
A maioria das pessoas pode voltar ao trabalho e às atividades habituais entre duas semanas e um mês após o procedimento.
Possíveis problemas que podem surgir depois da cirurgia
Embora a retirada da vesícula permita que o organismo funcione normalmente, algumas condições podem aparecer como consequência dessa mudança no fluxo biliar.
1. Gastrite por refluxo biliar
Sem a vesícula, a bile chega ao intestino de forma contínua e menos concentrada.
Quando a pessoa consome refeições muito pesadas ou gordurosas, pode ocorrer refluxo biliar. Esse refluxo irrita o estômago e pode desencadear gastrite.