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Quando contei à minha avó que meu marido me era infiel, ela apenas sorriu e perguntou: "Cenoura, ovo ou café?"

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Naquela noite, deitado na minha antiga cama de infância, ouvi a chuva batendo na janela.

A mesma chuva que me seguiu até lá naquela manhã.

Mas por dentro, eu me sentia diferente agora.

Na verdade.

Mais claro.

No escuro, fiz uma promessa silenciosa a mim mesmo.

Eu não me deixaria mais intimidar por alguém que continuava me magoando.

E eu não queria me transformar em alguém que eu não reconhecesse mais.

Eu me tornaria o café.

E pela primeira vez em muito tempo…

Dormi em paz.

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